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Acaba de sair do forno a mais nova loja virtual de camisetas descoladas: CULTSHIRTS.com.br
A marca trabalha com estampas ligadas à diversas formas de cultura, como música, cinema e futebol. Para quem mora em São Paulo, tem a opção de comprar as camisetas da CULT shirts na ENDOSSA / loja colaborativa, que fica na Rua Augusta, na região da Consolação.

Box da CULT shirts na ENDOSSA
Entre as estampas comercializadas pela marca, destaques para a camiseta do Pacaembu – A casa do Timão, AC/DC – No Bull, Ramones entre muitas outras.

Pacaembu, A casa do Timão. R$ 35,00
As camisetas tem preço único de R$ 35,00 e cores variadas. Vale conferir.
Onde comprar:
ENDOSSA / loja colaborativa, Rua Augusta, 1360 – Consolação – www.endossa.com
ou
Jogo de uma torcida só
por Ale Frata
É triste. É lamentável. É ridículo.
Estive no Pacaembu, domingo, pra assistir ao clássico Corinthians x Santos, já que ambos precisavam da vitória, imaginava que seria um jogo excelente. De um lado o Fênomeno habitual, do outro a promessa de fênomeno, tínhamos tudo para ter um jogo histórico, e foi. Mas não pelo futebol e sim pelo papelão da torcida do Santos, que além de rasgar uma bandeira do Corinthians após o jogo, no maior sinônimo de falta de respeito, deu showzinho para aparecer na TV, jogando bombas na torcida do Corinthians que estava no tobogã – onde eu estava por sinal e tinham crianças e mulheres-, e também achando que tinha força suficiente para enfrentar a polícia, que inicialmente eram 4 ou 5 e depois viraram dezenas.
Tudo esteve meio tenso, desde a entrada do tobogã, que foi toda pelo lado ímpar, já que a torcida visitante entraria pelo portão 22 que fica ao lado do portão par, pela arbitragem que deixou mais uma vez a desejar, a arquibancada verde, que estava “esgotada” desde a segunda-feira dia 16, e mostrava claramente que cabia mais 15% de torcedores, no mínimo. Ou seja, tinha muito ingresso na mão de cambistas. Os malditos cambistas.

Porque nem todos adversários podem se abraçar? Foto: Nikefutebol
Há tempos que sou contra essa história de divisão dentro do estádio. Assisti muito jogo na década de 1980 onde as torcidas se misturavam e parecia que com isso os problemas eram bem menores. Já na década de 1990, cansei de ir ao Morumbi, assistir clássicos entre Corinthians, Palmeiras e São Paulo, onde já separadas, as torcidas dividiam as arquibancadas em meio-a-meio, fazendo um show a parte com suas bandeiras e até mesmo com a “ola” compartilhada entre os rivais.
Depois do jogo desse domingo, estou revendo minha opinião quanto ao confronto de torcidas. Primeiro, por que destinar apenas 10% ou 5% já é uma coisa estranha e desleal e segundo, por que definitivamente alguns torcedores preferem mesmo uma guerra civil do que ver seu time bem colocado no campeonato, ou fazendo um bom jogo dentro de campo. Então deve ser melhor mesmo que os clássicos tenham apenas uma torcida, mas para isso deveriam ter dois jogos, um de ida e outro de volta, senão já fica caracterizada uma grande desvantagem para quem for o visitante.
Outra coisa que tem que ser resolvida é a história do cambista. Na sexta feira, fui até a bilheteria do Ibirapuera para ver se ainda tinha ingresso e a moça do guichê me disse que apenas a numerada de R$ 100,00 e assim que sai de lá, um rapaz se aproxima me perguntando qual ingresso que eu estava procurando. Isso é o fim da picada, sendo que em algumas ocasiões preciso comprar mais de três ingressos, para amigos que vem do interior e graças ao limite de três por CPF, nem sempre é possível.
Quando que o futebol voltará a ser o que era antes? E quando os torcedores terão o merecido respeito?
Museu do Futebol
Morar em São Paulo tem inúmeras vantagens para quem aprecia culturas e tribos diversificadas. As opções nessa metrópole são tantas, que pessoas passam despercebidas por maravilhas como o Museu do Futebol. Instalado nas dependências do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, o Museu conta a história, não só do futebol, mas de toda uma nação e sua evolução. Por apenas R$ 6,00 de entrada (estudantes, idosos e aposentados pagam meia), você tem uma tarde inteira de diversão e aprendizado.
Logo na entrada, A Grande Área expõe um acervo imenso de quadros, doados por times e torcedores, no melhor estilo boteco. Instalado abaixo das arquibancadas verde e amarela, o Museu tem inúmeras salas. Algumas qie merecem destaque, como a sala dos Anjos Barrocos, apresenta projeções de jogadores que marcaram a história do futebol brasileiro com o seu futebol arte. Entre eles, Ronaldo, Ronaldinho, Sócrates, Bebeto, Garrincha, Zico e muitos outros. Na sala dos Gols, narrações de gols históricos, com vários ícones da TV brasileira, como Juca Kfouri e Juarez Soares. Na sala do Rádio, Osmar Santos, José Silvério e Fiori Giglioti comandam o time de narradores, divididos por épocas. A sala mais emocionante, é a Exaltação, que simula a arquibancada. Numa estrutura bem crua, em meio ao aterro do Pacaembu, inúmeros telões passam cenas impressionantes da movimentação das torcidas, com som bem alto, deixando tudo muito exaltado. Outra sala que merece destaque é a Copas do Mundo, onde a história é contada a partir de cada ano de Copa, relacionado aos fatos mais relevantes de cada época. Na sala Números e Curiosidades, mais história. Painéis mostram a evolução do futebol, recordes, menores números e mais um monte de informações que parecem ser inúteis, mas acabam complementando a história.

Em 1970 o Brasil conquistava o Tri e o movimento musical aparecia com toda a força, impulsionado pelos Mutantes
O Museu tem muito material exposto, que conta a trajetória do futebol brasileiro de um modo bem prático e divertido. A visita demora aproximadamente 3 horas, tempo necessário para visitar todas as salas com calma, mas é possível ficar lá o dia inteiro.
A sala Osmar Santos abriga as exposições temporárias. Inaugurada com a Marcas do Rei, que trouxe raridades da carreira de Pelé, como a bola do milésimo gol, troféus, camisas do Santos da Seleção e do Cosmos, além de pertences do atleta e de seus familiares. Destaque para o rádio que o pai de Pelé ouvia os jogos do filho. Essa exposição encerrou em 14 de dezembro de 2008.

Estátua de cera do Rei Pelé, na saída da exposição Marcas do Rei
Na saída, você ainda pode arriscar fazer um gol e ter sua foto publicada no site do Museu com a velocidade do seu chute. O meu foi 82km/h.
Museu do Futebol > www.museudofutebol.org.br
Estádio do Pacaembu – Aberto de terça a domingo.
Entrada das 10h às 17h, com permanência até 18h.
Fechado em dias de jogos no Estádio do Pacaembu.
Texto e fotos > Ale Frata



