23/4, dia de São Jorge
por Ale Frata

São Jorge, meu companheiro de futebol.
Honestamente, não tenho religião, não me ligo em crenças prontas e a música “Igreja” dos Titãs consegue exprimir meu pensamento exato em relação a tudo isso, mas no caso do São Jorge, as coisas vão além.
Pelo simples fato dele ser padroeiro do Corinthians, meu time do coração e minha verdadeira religião, eu gosto dele, tanto que tenho um pequeno São Jorge, que desde que o comprei, me acompanha em todos os jogos que assisto em minha casa, e olha que ele traz sorte. Mandou um gol aos 47m30s do segundo tempo, em seu jogo de estreia contra o Palmeiras, e o melhor, gol do Fenômeno que também estreou nesse dia.
Brincadeiras a parte, o fato de São Jorge ser de caráter duvidoso em relação à igreja católica, por esta alegar que matar um dragão é muito misticismo (como se imaginar o Paraíso, apenas com Adão, Eva, uma cobra que fala e uma maçã, não fosse), ele tem minha simpatia.
Então, faça como eu, acenda uma vela pra São Jorge nesse 23 de abril.
E não esquece, São Jorge, o Timão quer ser Campeão Paulista em 2009.
Leia algumas curiosidades sobre São Jorge no Wikipedia.
Se o pai do Papa tivesse usado camisinha, ele não estaria aí para dizer tamanha besteira
por Ale Frata
Representada pelo seu ser supremo, o papa Bento XVI, a igreja se mostrou mais uma vez polêmica e antiquada. Em visita recente à Yaoundé, capital do Camarões, o Papa condenou o uso da camisinha, e o pior, dizendo que o uso do preservativo – isso mesmo, pela primeira vez ele usou o termo preservativo -, aumenta os riscos de contrair a AIDS. Num continente onde a doença atinge 27 milhões de pessoas, o pontífice deveria se empenhar na solução do problema e não em criticar um dos mais seguros métodos de praticar o sexo.
Lamentável!
Deus provavelmente não existe. Pare de se preocupar e aproveite a vida.
por Ale Frata
Foi com esse slogan que a gatíssima Ariane Sherine, 28, jornalista britânica da BBC, lançou Atheist Bus Campaign, e popularizou sua indignação pela propaganda de uma igreja colocada num ônibus de Londres, que dizia que quem não aceitasse Jesus iria passar a eternidade nas chamas do inferno.
Sua primeira reação foi procurar o governo inglês, que fez pouco caso de sua reclamação, então ela arregaçou as mangas e com a ajuda de internautas lançou a campanha em defesa do ateísmo, e não é que funcionou.

Ariane e Richard em frente ao ônibus com a campanha. Foto retirada do Flickr
“Deus provavelmente não existe. Pare de se preocupar e aproveite a vida”, slogan que foi parar em aproximadamente 800 ônibus londrinos, gerando muita polêmica, é claro. A adesão ultrapassou as fronteiras da Grã-Bretanha, chegando aos EUA, Austrália, França, Alemanha, Canadá, Espanha e Itália. A jornalista contou com um apoio de peso, o cientista Richard Dawkins, ateu praticante, apoiou e arrecadou R$ 500 mil, que viraram 1.000 cartazes colocados no metrô londrino, reforçando a campanha que havia sido veiculada nos ônibus.
Segundo Ariane, o objetivo era confortar os ateus, de forma bem humorada, sem agredir nenhuma religião, mas é óbvio que os carolas invadiram seu blog com muitas mensagens contrárias.
Para quem quiser saber mais, visite o site de Ariane.



