Consumidor da Perdigão, o problema é seu
por Ale Frata
Comprei no mercado três pizzas da marca Perdigão. O preço estava bom, ou pelo menos achei que estava, em relação às outras. Mas não é que o barato sai caro?

No dia 23 de janeiro, sábado a noite, resolvi comer uma delas que estava no freezer, a de presunto com champignon. Fiz todo o procedimento indicado na embalagem, pré-aqueci o forno, tirei a pizza, esquentei pelo tempo indicado. Na hora que coloquei no prato, subiu um cheiro insuportável, de coisa podre mesmo, daqueles de tirar o apetite. Sem condições de consumí-la, coloquei a num saco plástico, fechei bem, pois o lixeiro só passaria na terça, e coloquei fora.

Por sorte, ainda sobrava uma das três pizzas que comprei, a de margherita, e por só ter queijo, achei que poderia comê-la, sem riscos de outra pizza estragada.
Como sei que os SACs das empresas podem ser ou muito bons ou muito ruins, resolvi fazer umas fotinhos do produto em questão, inclusive, da data de validade, e obviamente a única coisa que guardei de um produto alimentício estragado, foi a caixa.

No dia 25, feriado em São Paulo, mandei uma mensagem via web para a Perdigão, relatando o ocorrido. Como não obtive resposta, no dia 27 resolvi ligar para o SAC, que para minha surpresa, disse que eu deveria ter congelado a pizza estragada para que eles fizessem uma análise, e somente dessa forma me substituiriam o produto. Eu ainda argumentei com a atendente, em qual parte da embalagem estava essa instrução, e claro que ela disse que não tinha e que anotaria minha reclamação, mas que a Perdigão não faria o ressarcimento e nem a reposição do produto.

Fiquei indignado, primeiro, porque paguei pelo erro de alguém, segundo, porque nunca guardei comida estragada, e terceiro pelo pouco caso com seus consumidores.
Descaradamente, isso é fruto do monopólio, porque se você não consumir Perdigão, provavelmente irá consumir Sadia, Batavo, Elegê ou qualquer uma das outras marcas da Brasil Foods.
Se todas pessoas reclamaraem e tornarem público o descaso com o consumidor, essas empresas terão, no mínimo, que ficarem espertas. Nós não podemos pagar pelo erro dos outros. Se não tiveram cuidado na produção, no transporte ou no armazenamento do produto, porque eu, que paguei o preço final do produto, dando lucro à indústria e ao comércio, tenho que ficar no prejuízo?



